Hidrografia do Brasil

Em razão de sua vastidão territorial, das características morfológicas e das condições favoráveis de pluviosidade, o Brasil tem um dos maiores complexos hidrográficos do mundo, apresentando rios com grandes extensões, larguras e profundidades.

A maioria dos rios brasileiros nasce em regiões pouco elevadas, com exceção do rio Amazonas e de alguns afluentes que nascem na cordilheira dos Andes.

O Brasil possui 8% de toda a água doce que está na superfície da Terra. Além disso, a maior bacia fluvial do mundo, a Amazônica, também fica no Brasil. Somente o rio Amazonas deságua no mar um quinto de toda a água doce que é despejada nos oceanos.


Mapa hidrográfico do Brasil (clique para ampliar)

A rede fluvial do Brasil origina-se a partir de três divisores de águas, que são os centros dispersores de água, isto é, locais a partir de onde as águas tomam uma direção. Correspondem geralmente às serras e aos planaltos.

Os três principais divisores são: a Cordilheira dos Andes, que dá origem aos formadores do rio Amazonas; o planalto Norte Amazônico, que dá origem aos rios da margem esquerda do rio Amazonas e, finalmente, o planalto Brasileiro, de onde se originam as mais importantes bacias brasileiras: Amazônica (margem direita), Platina, São Francisco e do Tocantins-Araguaia.


Rio Araguaia - um dos principais rios que compõem a Bacia Hidrográfica do Tocantins-Araguaia

Muitos de seus rios destacam-se pela profundidade, largura e extensão, o que constitui um importante recurso natural. Em decorrência da natureza do relevo, predominam os rios de planalto. A energia hidráulica é a fonte primária de geração de eletricidade mais importante do Brasil.

A densidade de rios de uma bacia está relacionada ao clima da região. Na Amazônia, que apresenta altos índices pluviométricos, existem muitos rios perenes e caudalosos. Em áreas de clima árido ou semiárido, os rios secam no período em que não chove.

As bacias brasileiras são divididas em dois tipos: Bacia de Planície, utilizada para navegação, e Bacia Planáltica, que permite aproveitamento hidrelétrico.

Principais características da hidrografia brasileira

  • Grande riqueza fluvial, tanto na quantidade quanto na extensão e no volume de água;
  • Pobreza de lagos;
  • Predomínio do regime pluvial;
  • Predomínio dos rios perenes e de bacias exorreicas (que deságua no mar);
  • Predomínio de foz do tipo estuário (que desemboca no mar em forma de um único canal).


Foz em Estuário (rio em azul e terra em verde)

  • Na produção de energia elétrica, o uso dos rios é muito grande. Aproximadamente cerca de 90% da eletricidade brasileira provém dos rios. Seu potencial hidráulico vem de quedas d’água e corredeiras, dificultando a navegabilidade desses mesmos rios. Na construção da maioria das usinas hidrelétricas, não foi levado em conta a possibilidade futura de navegação, dificultando o transporte hidroviário.

  

Como referenciar: "Hidrografia do Brasil" em Só Geografia. Virtuous Tecnologia da Informação, 2007-2019. Consultado em 20/08/2019 às 19:48. Disponível na Internet em http://www.sogeografia.com.br/Conteudos/GeografiaFisica/Hidrografia/brasil.php